
EIXO: PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL
A UFABC se posiciona entre as melhores universidades federais do Brasil, principalmente quando seu tempo de criação é considerado, resultado obtido majoritariamente a partir de iniciativas individuais e de grupos de servidores, com pouca estratégia e suporte institucionais. Todavia, sua concepção interdisciplinar pedagógica e administrativa a diferenciam de outras instituições resultando na necessidade de um planejamento eficiente, integrado e pautado em diretrizes, a fim de garantir o desenvolvimento sustentável da instituição. Durante os últimos anos, a UFABC continuou seu desenvolvimento e crescimento, sem considerar a adequada garantia de conclusão de projetos ou implementação de programas e cursos. A ampliação dos campi sem a garantia de conclusão dos prédios já existentes e a criação de cursos sem a garantia de manutenção da excelência, evidenciam uma política pouco focada na qualidade e na inclusão. A lacuna de gestão e as mudanças no cenário político nos submeteram a um cenário de dependência crônica de emendas parlamentares, sendo os recursos via LOA mais escasso a cada ano, de falta de monitoramento integrado de dados, de descontinuidade do projeto institucional, com desvio dos objetivos determinados no plano de desenvolvimento institucional da UFABC. A falta de clareza na alocação orçamentária contribui para a fragmentação gerencial.
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Associada à busca insistente por recursos para nossa UFABC, nossa estratégia traz um olhar para o planejamento estratégico interno da universidade, definindo processos claros de gestão, estabelecendo as interfaces entre as áreas, com metas e ferramentas de acompanhamento, considerando a qualidade de vida dos servidores como indicador de desempenho institucional, sempre focados em saúde integral do servidor, estabilidade na carreira e autonomia de trabalho. Propomos a elaboração do PDI (2031-2040) com mapeamento de pessoal de longo prazo. A gestão será baseada em dados por meio do Observatório UFABC e do Monitoramento Estratégico de Indicadores, com painéis de transparência.
O cenário político atual criou uma dependência de recursos de emendas parlamentares para manutenção das universidades federais, para além dos montantes aprovados na LOA. Esta situação exige a presença constante de representantes da UFABC em Brasília, a qual será intensificada em nossa gestão. A candidata à Reitora possui relacionamentos sólidos com a CAPES com acessos aos parlamentares, para ampliar a rede de emendas destinadas à UFABC. O candidato à Vice-Reitor iniciou sua trajetória profissional como metalúrgico no ABC e atua diretamente com indústrias da região, com acesso direto a lideranças políticas, sindicalistas e empresários no Grande ABC, além de interagir constantemente com o MEC e MCTI por meio da Embrapii.
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Para além das emendas parlamentares, a captação de recursos deve ser potencializada pela apresentação de projetos institucionais aos ministérios, na forma de Termos de Execução Descentralizadas (TEDs), evidenciando o impacto direto do resultado destes projetos em nosso país. Buscaremos parcerias com as prefeituras das cidades do Grande ABC, realizando de forma prática a finalidade da UFABC de atuar na transformação da região. Consideramos importante o fomento das parcerias público-privadas, as quais vamos intensificar, sem comprometer a autonomia universitária.






